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Fusíveis HH — Guia de Aplicação

Fusíveis limitadores de corrente tipo HH | Linha IN | DAX Energy. Guia técnico completo para seleção e aplicação em média tensão.

Fábricantes predecessores: INEPAR > ARTECHE > MONTEMA > DAX ENERGY

Características principais de operação

Fusíveis HH (Alta Capacidade de Interrupção) são dispositivos limitadores de corrente utilizados na proteção de transformadores, motores e bancos de capacitores em média tensão (3,6 kV a 36 kV). Atuam interrompendo correntes de curto-circuito em poucos milissegundos, limitando a energia térmica (I²t) e os esforços eletrodinâmicos nos equipamentos protegidos.

Corrente nominal (In)

Corrente máxima que o fusível suporta continuamente sem degradação. Deve ser maior ou igual à corrente nominal do circuito protegido.

Capacidade de interrupção

Maior corrente de curto-circuito que o fusível consegue interromper com segurança. Geralmente 40 kA ou 50 kA em média tensão.

Corrente mínima de interrupção (I3)

Menor corrente que o fusível interrompe com segurança. Abaixo deste valor o fusível não atua — deve-se coordenar com relé de sobrecorrente.

Tensão nominal

Os fusíveis HH do tipo limitador de corrente possuem uma faixa de utilização definida a partir de sua tensão nominal. Esta faixa corresponde a:

— Máxima tensão de operação, igual ou superior à tensão nominal;

— Mínima tensão de operação, superior a 50% da tensão nominal do fusível.

Ou seja, um fusível de tensão nominal 7,2 kV pode ser instalado em sistemas de tensão fase-fase entre 3,6 e 7,2 kV. Seguindo este critério, fica assegurada sua capacidade de interrupção de curto-circuito e manutenção dos valores de tensão de arco dentro dos limites normalizados.

As classes de tensão de operação anteriormente desenvolvidas e adotadas como padrão em nossos fusíveis foram definidas através de projetos muito específicos e normas internacionais. Com a evolução do projeto e sua aplicação, foi realizado um trabalho de remodelagem das faixas de tensão nominal, otimizando o projeto construtivo, reduzindo o número de variáveis de produto e oferecendo equipamentos padrão com faixa de tensão de operação superior às anteriores.

Faixas de tensão padrão (kV)

AnteriorAtual
2,4 / 2,752,4 / 3,6
3,0 / 3,62,4 / 3,6
4,16 / 4,84,16 / 7,2
6,0 / 7,24,16 / 7,2
10 / 1210 / 12
13,813,8
15 / 17,515 / 17,5
20 / 2420 / 24
30 / 3630 / 36

Máxima tensão de operação

A máxima tensão de operação está relacionada diretamente com a capacidade de interrupção do fusível. A aplicação em sistema com tensão superior à tensão nominal do fusível faz com que os pontos de fusão do elemento não apresentem comprimentos de arco suficientemente longos para provocar sua extinção, comprometendo o tempo de interrupção e a operação segura do fusível HH.

Mínima tensão de operação

A interrupção da corrente de curto-circuito se dá com a contraposição da tensão de arco à tensão da fonte. No momento da interrupção ocorre uma TRT (Tensão de Restabelecimento Transitória), que depende da corrente circulante e das características do fusível.

Um fusível projetado para tensão elevada produz um pico de tensão elevado. O uso de fusível HH em sistemas com tensão de operação muito inferior à tensão nominal pode levar ao surgimento de picos de tensão acima do suportável pelo circuito.

Além disso, uma tensão de operação proporcionalmente baixa pode não produzir energia de arco suficiente para a rápida fusão da areia de quartzo — elemento responsável pela absorção de energia térmica interna ao fusível e consequente resfriamento e extinção do arco através do processo de vitrificação. Assim, o arco permanece por um tempo maior que o previsto, podendo causar superaquecimento que compromete os materiais isolantes e a estrutura mecânica do corpo do fusível.

Por essas razões, a tensão de operação do fusível não deve ser inferior a 50% de sua tensão nominal.

Corrente nominal e corrente mínima de interrupção

Os fusíveis limitadores de corrente HH não são adequados para proteção contra sobrecargas, pois apenas podem interromper com segurança correntes superiores à sua corrente mínima de interrupção.

A corrente mínima de interrupção I3 é a menor corrente de interrupção admissível que contempla o maior tempo entre a elevação da corrente ao rompimento do fusível HH de maneira segura. Os valores dependem da tensão nominal, comprimento do elemento e diâmetro do corpo do fusível. O valor da corrente mínima de interrupção é de 2,5 a 7 vezes a corrente nominal, dependendo da classe de corrente (1 a 500 A).

Em caso de exposição a correntes de carga superiores à corrente nominal e inferiores a I3 (zona de sobrecarga), haverá fusão parcial dos elementos fusíveis, com as seguintes consequências:

— Alteração da resistência ôhmica do fusível;

— Redução da seção transversal do elemento fusível;

— Tempos de fusão excessivamente longos;

Todos estes efeitos impactam diretamente na temperatura de operação dos fusíveis, submetendo seu corpo a um envelhecimento precoce, deterioração de seus componentes e comprometendo suas características de suportabilidade térmica, podendo em casos extremos gerar a ruptura do corpo isolante de porcelana.

Fusíveis HH DAX Energy não são aplicáveis na proteção contra sobrecargas. É necessária a utilização de relés de proteção para detecção e proteção contra correntes situadas entre a corrente nominal do fusível e a corrente mínima de interrupção I3. As curvas tempo × corrente dos dispositivos de proteção contra sobrecarga devem passar abaixo dos pontos correspondentes à corrente I3.

Fusíveis — Faixa 6 A a 73 A

Nominal (A)Corrente (A)Tempo (s)
6 A16 A750 s
10 A24 A120 s
16 A35 A60 s
25 A60 A35 s
32 A85 A30 s
40 A110 A25 s
50 A130 A23 s
63 A170 A22 s
73 A220 A20 s

Fusíveis — Faixa 100 A a 630 A

Nominal (A)Corrente (A)Tempo (s)
100 A310 A20 s
125 A400 A20 s
160 A480 A20 s
200 A630 A20 s
250 A820 A20 s
315 A1000 A20 s
400 A1300 A20 s
500 A1500 A20 s
630 A1700 A20 s

Curvas tempo × corrente

Curva característica de fusão de cada fusível HH da Linha IN, por corrente nominal. Selecione o calibre para visualizar a curva tempo × corrente — base para estudos de coordenação e seletividade.

Temperatura de operação

A temperatura máxima de serviço para fusíveis HH de média tensão DAX Energy com correntes nominais superiores a 200 A, a 75–100% da corrente nominal, é aproximadamente:

Terminais de conexão

85 °C

Extremidades do corpo cerâmico

110 °C

Centro do corpo cerâmico

160 °C

Em situação real de uso normal, a corrente de carga deve ser no máximo 50% do valor da corrente nominal do fusível HH. Nessa situação a temperatura máxima no centro do corpo cerâmico cai para valores inferiores a 100 °C, e nas extremidades e terminais a redução de temperatura é ainda mais sensível.

Em casos específicos, os fusíveis HH podem operar com temperaturas máximas admissíveis de 105 °C nos terminais e 220 °C no corpo cerâmico. A alta temperatura de operação não traz problemas ao fusível em si, porém pode provocar elevação de temperatura excessiva no compartimento onde está instalado, causando degradação do isolamento e comprometimento de componentes poliméricos dos equipamentos associados.

A temperatura varia em função da resistência ôhmica do elemento fusível, das características físico-químicas da areia utilizada como meio isolante e dissipador de calor, e das características do tubo cerâmico. As condições de ventilação do local de instalação também influem na temperatura final.

Recomendação: No momento da seleção, considerando valores nominais iguais (tensão, corrente e capacidade de interrupção), recomenda-se sempre que possível a utilização do fusível de maior dimensão disponível. Fusíveis de maiores dimensões possuem temperatura de operação menor quando comparados a fusíveis de mesmas características elétricas com dimensões menores, pois o aumento da potência dissipada é proporcionalmente menor que o aumento de sua área de dissipação de calor.

Limites de corrente de carga (temperatura central ≤ 100 °C)

Para que a temperatura no centro do corpo cerâmico não ultrapasse 100 °C, devem ser respeitados os limites abaixo:

Compr. "e"I ≤ 100 A100–200 A200–400 A500 A
225 mm0,80 × Ifusivel0,70 × Ifusivel
325 mm0,90 × Ifusivel0,75 × Ifusivel0,60 × Ifusivel
475 mm0,95 × Ifusivel0,75 × Ifusivel0,60 × Ifusivel0,55 × Ifusivel
570 mm0,95 × Ifusivel0,75 × Ifusivel0,60 × Ifusivel0,55 × Ifusivel

As relações referem-se apenas ao aquecimento do fusível, não levando em conta a correta proteção da carga associada. Para a escolha do fusível deve-se utilizar os critérios específicos para cada tipo de carga.

Resistência ôhmica e potência dissipada

A resistência ôhmica (medida a frio, ~20 °C) e a potência dissipada de cada fusível HH permitem dimensionar a ventilação e o balanço térmico de painéis e cubículos de média tensão. Os valores de potência consideram o fusível operando a 50% da corrente nominal (corrente de carga máxima recomendada).

Corpos 225 / 325 / 475 mm — classes 2,4 a 7,2 kV
ClasseIn225 mm325 mm475 mm
R (mΩ)P (W)R (mΩ)P (W)R (mΩ)P (W)
2,4 / 3,6 kV50 A11,751013,561218,0816
2,4 / 3,6 kV63 A8,00119,231312,3017
2,4 / 3,6 kV75 A5,33116,15128,2016
2,4 / 3,6 kV100 A3,80134,39155,8521
2,4 / 3,6 kV125 A3,00173,46194,6125
2,4 / 3,6 kV160 A2,39222,76253,6833
2,4 / 3,6 kV200 A1,71241,97282,6337
2,4 / 3,6 kV250 A1,43321,9142
2,4 / 3,6 kV315 A1,25441,6758
2,4 / 3,6 kV400 A0,86491,1565
2,4 / 3,6 kV500 A0,65570,8676
4,16 / 7,2 kV50 A14,101216,271421,6919
4,16 / 7,2 kV63 A10,201411,771615,6922
4,16 / 7,2 kV75 A6,80137,851610,4621
4,16 / 7,2 kV100 A4,86175,60207,4726
4,16 / 7,2 kV125 A4,20235,6031
4,16 / 7,2 kV160 A3,29304,3940
4,16 / 7,2 kV200 A2,26323,0142
4,16 / 7,2 kV250 A2,3151
4,16 / 7,2 kV315 A1,8966
4,16 / 7,2 kV400 A1,2772
4,16 / 7,2 kV500 A0,9785
Corpos 325 / 475 / 570 mm — classes 12 a 24 kV
ClasseIn325 mm475 mm570 mm
R (mΩ)P (W)R (mΩ)P (W)R (mΩ)P (W)
10 / 12 kV75 A9,781913,0426
10 / 12 kV100 A6,98259,3133
10 / 12 kV125 A5,24296,9838
10 / 12 kV160 A5,5950
10 / 12 kV200 A3,9956
10 / 12 kV250 A2,7861
13,8 kV63 A17,212422,9532
13,8 kV75 A10,662114,2128
13,8 kV100 A7,612710,1536
13,8 kV125 A7,7643
13,8 kV160 A6,0955
13,8 kV200 A4,7367
13,8 kV250 A3,4776
15 / 17,5 kV50 A26,802435,7331
15 / 17,5 kV63 A18,232524,3034
15 / 17,5 kV75 A12,152416,2032
15 / 17,5 kV100 A8,683111,5741
15 / 17,5 kV125 A8,6748
15 / 17,5 kV160 A6,94637,9872
15 / 17,5 kV200 A5,0872
20 / 24 kV40 A67,3538
20 / 24 kV50 A52,4746
20 / 24 kV63 A32,334537,1852
20 / 24 kV75 A22,034425,3350
20 / 24 kV100 A15,395417,7062

Resistência a frio

à temperatura ambiente (~20 °C)

Potência dissipada

com corrente de carga = 0,5 × I do fusível

Carga recomendada

máx. 0,5 × I nominal do fusível

Tensão de arco

Durante a interrupção, a tensão de arco do fusível HH deve manter-se entre 250 e 350 V (valores determinados experimentalmente). Caso a tensão de arco ultrapasse 400 V, a capacidade de interrupção é reduzida.

Esse equilíbrio entre tensão nominal, comprimento do elemento e energia de arco é o que assegura a extinção rápida da corrente de curto-circuito sem gerar sobretensões perigosas ao circuito — e é a razão pela qual a tensão de operação não deve ser inferior a 50% da tensão nominal do fusível.

Envelhecimento

Em condições ambientais adequadas, operação normal e dimensionamento correto, operando em temperatura não superior à recomendada, o fusível HH não apresenta degradação de suas características ao longo do tempo. Porém, quando submetido às condições abaixo, haverá degradação do elemento fusível:

Correntes de sobrecarga

Ocasionam queima parcial do elemento fusível, causando alteração em sua resistência ôhmica e comprometendo sua capacidade de condução permanente.

Correntes transitórias de alta frequência

Surtos repetitivos de corrente (como energização de capacitores back-to-back) causam fadiga térmica nos elementos fusíveis.

Correntes transitórias inferiores a I3 por tempos superiores aos previstos

Correntes de partida, energização ou inrush que excedem os valores estabelecidos de duração provocam deterioração.

Curto-circuito trifásico sem atuação das 3 fases

Pode causar aquecimento excessivo, queima indevida, ou em casos extremos a ruptura do corpo de porcelana ou contatos elétricos por superaquecimento.

A verificação da elevação de temperatura de operação durante atividades de manutenção preventiva ou preditiva pode ser um indicador de alteração na resistência ôhmica interna do fusível.

Fusível HH para proteção de bancos de capacitores

[1]— Bancos de capacitores geralmente apresentam elevada corrente de energização (inrush). Os fusíveis selecionados para proteção devem possuir uma curva tempo × corrente que apresente suportabilidade a essas correntes, permitindo a energização do banco sem a queima dos fusíveis. O número de manobras, as correntes de inrush, a operação back-to-back, as tensões transitórias de manobra e correntes de harmônicos influem diretamente no comportamento dos fusíveis.

[2]— Fusíveis HH limitadores de corrente são fusíveis do tipo "retaguarda", destinados a interromper correntes elevadas de curto-circuito. Não são adequados para proteção de sobrecargas. Assim, um fusível limitador deve apresentar a maior corrente nominal possível que garanta os limites de corrente de corte de acordo com a suportabilidade dos equipamentos associados.

[3] — A combinação de fusível com capacitores em geral leva a escolha de fusíveis com corrente nominal de 2,5 a 4 vezes a corrente nominal do banco. Correntes inferiores podem levar o fusível à queima pelas correntes de inrush ou eventuais correntes harmônicas. Correntes nominais mais elevadas não dariam proteção correta aos capacitores.

Banco individual

≥ 2,5 × Ibanco

Considerando todas as possíveis variações da capacitância e da tensão de alimentação.

Back-to-back (bancos em paralelo)

~ 4 × Ibanco

A menos que a corrente de inrush seja limitada a valores próximos ao de energização sem back-to-back.

[4] — A tensão nominal do fusível deve ser pelo menos 1,5 vezes a tensão de operação do sistema (tensão fase-fase). Em bancos com ligação back-to-back ou em sistemas com surtos de tensão de alta intensidade, deve-se utilizar fusíveis de tensão maior, da ordem de 2 × a tensão do sistema.

Esses valores de referência são orientativos. O ideal é o cálculo das correntes de energização e seleção do fusível HH a partir destes valores, seja de um banco único ou aplicações back-to-back. Para fusíveis protegendo capacitores instalados junto a motores, deve-se verificar a forma de ligação (barras independentes ou barra comum).

Fusível HH para proteção de transformadores

A proteção de transformador por meio de fusível limitador de corrente deve levar em conta as seguintes condições:

[1] — A corrente nominal do fusível deve ser superior à corrente nominal do transformador, incluindo as sobrecargas admissíveis. Devido ao pronunciado aquecimento do fusível, é conveniente que sua corrente nominal seja a mais alta possível. Como regra prática:

Critério de seleção (conforme NEC)

1,4 × Itrafo ≤ Ifusível≤ 3 × Itrafo

Para o cálculo da corrente nominal do transformador, considerar a potência máxima com todos os estágios de refrigeração em operação.

[2] — Para fornecer proteção adequada, o fusível deve situar-se acima do ponto correspondente à corrente de inrush de magnetização e abaixo do ponto de máxima corrente suportável de curto-circuito.

Se a corrente de magnetização não for conhecida, pode-se considerar:

Imag = 12 × In

Tmag = 0,1 s

Imag = 20–25 × In

Tmag = 0,01 s

(conforme ANSI/IEEE Std. 242-1986)

A máxima corrente suportável pelo transformador corresponde à corrente de curto-circuito passante, por um tempo de 2 segundos (conforme ABNT NBR-5356/1981, item 5.5.8.1): Icc = In / z, onde z é a impedância em p.u. O ponto 0,58 × Icc refere-se à máxima corrente suportável por transformador conexão delta-estrela aterrada, para curto-circuito fase-terra no secundário.

Impedâncias típicas de curto-circuito (ABNT NBR-5356)

Potência nominal (kVA)Z (%)
P ≤ 6304,0 %
630 < P ≤ 12505,0 %
1250 < P ≤ 31506,0 %
3150 < P ≤ 63007,0 %
6300 < P ≤ 125008,0 %
12500 < P ≤ 2500010,0 %
25000 < P ≤ 20000012,0 %

Coordenação tempo × corrente

Coordenação fusível HH × transformador10010210,10,01Corrente (A) — escala logTempo (s)InCoordenação OKFaixa do fusível (fusão mín. → interrupção total)Inrush de magnetização (Imag · Tmag)Suportabilidade do trafo (0,58·Icc / Icc · 2 s)
A curva do fusível deve passar à direita do ponto de inrush (não rompe na energização) e abaixo do ponto de suportabilidade do transformador (interrompe o curto antes do dano).

Tabela de seleção — fusível HH para transformadores

Fusível mínimo e máximo recomendado por potência e tensão nominal, atendendo ao critério 1,4·Itrafo ≤ Ifusível ≤ 3·Itrafo e à coordenação com inrush e suportabilidade. Para transformadores que podem operar em sobrecarga, adotar valores próximos ao máximo.

Potência (kVA)Z2,4 kV4,16 kV13,8 kV23 kV33 kV
304,0 %16 – 25 A8 – 16 A4 A2 A
454,0 %20 – 32 A10 – 20 A4 A2 A2 A
754,0 %32 – 50 A20 – 32 A6 – 10 A4 A4 A
112,54,0 %40 – 75 A32 – 50 A8 – 16 A6 – 8 A4 – 6 A
1504,0 %63 – 100 A40 – 63 A16 – 25 A6 – 10 A6 – 8 A
2254,0 %100 – 160 A50 – 75 A20 – 32 A10 – 20 A8 – 10 A
3004,0 %125 – 200 A63 – 100 A25 – 40 A16 – 25 A10 – 20 A
5004,0 %200 – 315 A100 – 200 A40 – 63 A25 – 40 A16 – 25 A
7505,0 %315 A160 – 200 A50 – 75 A32 – 50 A25 – 32 A
10005,0 %400 – 500 A200 – 250 A63 – 75 A40 – 63 A32 – 50 A
12505,0 %500 A250 – 315 A75 – 125 A50 – 75 A40 – 50 A
15006,0 %315 A100 – 125 A63 – 75 A40 – 63 A
20006,0 %500 A125 – 160 A75 A50 – 63 A
30006,0 %200 A100 A75 – 100 A
40007,0 %250 A100 A

O fusível adotado deve atender também à seletividade com os demais dispositivos de proteção (primário e secundário do transformador).

Proteção secundária (NEC) — máximo dispositivo de sobrecorrente

Em % da corrente nominal do transformador, para primário com tensão > 600 V dotado de fusível.

ImpedânciaPrimário · fusívelSecundário · disjuntorSecundário · fusívelVn ≤ 600 V
z ≤ 6 %300 %300 %250 %250 %
6 % < z ≤ 10 %300 %250 %225 %250 %

Fusível HH para proteção de partida de motores

A função de fusíveis limitadores de corrente é proteger o circuito contra correntes de curto-circuito. Dentro deste princípio, a corrente do fusível pode ser bastante alta em relação à corrente de carga, pois qualquer corrente de curto-circuito irá provocar a queima de qualquer fusível em um tempo muito curto. A proteção do circuito é assegurada pelo fusível independentemente de sua corrente nominal.

O dimensionamento real do fusível considera:

— A corrente do fusível deve ser baixa o suficiente para que a corrente de curto limitada seja inferior à capacidade dos componentes protegidos;

— A corrente deve ser alta o suficiente para o fusível não queimar durante a partida;

— Deve haver coordenação com o relé de proteção contra sobrecargas;

— O fusível deve suportar a possibilidade de partidas sucessivas ou a curtos intervalos (item mais crítico na definição do fusível para proteção de motores).

Coordenação fusível HH × motor1001010,10,01Corrente (A) — escala logTempo (s)Ipartida (~6·In)InFusível HH (interrupção total)Relé de sobrecargaPartida do motorRotor bloqueado
O fusível protege contra curto-circuito; a sobrecarga/partida fica a cargo do relé. A curva do fusível passa acima do ponto de partida (Ipartida, Tpartida) para não romper na partida — em regra In(fusível) ≈ 2 a 2,5 × In(motor).

Ábaco de seleção para motores

Tabela completa por potência, tensão (2,3–6 kV) e tipo de partida (direta, com reator ou autotransformador), com o calibre do fusível e as correntes Im/Ip.

Abrir ábaco (PDF)

Para motores de construção normal, sem características especiais, em geral o fusível adequado possui corrente da ordem de 2 a 2,5 vezes a corrente nominal do motor. Para motores com baixas correntes de partida pode-se aceitar correntes de carga ligeiramente maiores que 50% da corrente do fusível, porém somente em casos onde não seja possível aumentar a corrente do fusível.

A operação do fusível com corrente maior que 50% de sua nominal leva a um aquecimento pronunciado do corpo de porcelana, o que deve ser evitado sempre que possível. Se a corrente de partida for menor que 6 × In, como no caso de partida com reator ou autotransformador, adotar fusível com corrente acima do obtido nas curvas, procurando satisfazer a condição Ifusível ≥ 2 × Imotor.

Contatores a vácuo + Fusíveis HH

[1] — Contatores a vácuo são dispositivos destinados a executar um elevado número de manobras de interrupção sob carga em condições normais de operação, sendo ideais para comando de motores, bancos de capacitores e cargas que requerem chaveamento frequente.

[2] — Pela tecnologia empregada em seus interruptores a vácuo, os contatos elétricos não são adequados para interrupção de correntes de curto-circuito. Contatores são equipamentos para manobra, diferente de disjuntores empregados na proteção contra curto-circuito.

Disjuntor

Baixo nº de manobras

Alto poder de interrupção

Contator

Alto nº de manobras

Baixo poder de interrupção

[3] — Em sistemas onde a corrente de curto-circuito ultrapassa a capacidade do contator, é necessário utilizá-lo em conjunto com um dispositivo que limite ou elimine esta corrente em tempo inferior ao de abertura do contator. Por esta razão, contatores normalmente são instalados com fusíveis HH: o contator chaveia as correntes normais e sobrecargas, e o fusível interrompe as correntes de curto-circuito.

[4] — Os contatores a vácuo DAX Energy possuem corrente nominal de 400/630 A, corrente suportável de curta duração e capacidade de interrupção de 6,3 kA. Portanto, seu uso em sistemas com correntes de curto superiores a 6,3 kA demanda a utilização de Fusíveis HH associados.

[5] — Os Fusíveis HH limitadores possuem capacidades de interrupção de até 100 kA. Para fusíveis de até 7,2 kV associados ao contator, a máxima corrente é 500 A com capacidade de ruptura 31,5 kA, levando a corrente limitada inferior à capacidade de fechamento do contator.

Interrupção do contator

6,3 kA

Pico momentâneo (1/2 ciclo)

55 kA

Corrente limitada pelo fusível

~40–45 kA pico

Coordenação Contator × Fusível HH

Os contatores DAX Energy possuem capacidade de interrupção de 6,3 kA simétrico eficaz e corrente momentânea suportável de 55 kA pico por 1/2 ciclo. As condições de aplicação:

Limitação de corrente: contator a vácuo + fusível HH10055101Corrente de curto presumida (kA rms) — escala logCorrente de pico (kA)Limite do contator (55 kA pico / ½ ciclo)500 A200 A100 A63 A25 A10 A2 A6 kA — acima daqui o fusível assumeCorrente de pico sem fusívelCorrente limitada pelo fusível HH
Sem fusível, o contator a vácuo (Icc ≤ 6 kA) só manobra correntes normais. Acima de 6 kA o fusível HH limita o pico para abaixo da suportabilidade momentânea do contator (55 kA pico, ½ ciclo), garantindo a coordenação.

[A] — Sem fusíveis HH: corrente de curto-circuito do sistema ≤ 6,3 kA;

[B] — Com fusíveis HH: corrente limitada pelo fusível ≤ 55 kA pico, com duração ≤ 1/2 ciclo.

Os maiores fusíveis DAX Energy para aplicação em contatores a vácuo:

HH 4,16/4,8 kV — 400 A — 40 kA

Limita corrente de 40 kArms em ~40 kA pico, duracao ~1/4 ciclo.

HH 4,16/4,8 kV — 500 A — 31,5 kA

Limita corrente de 31,5 kArms em ~45 kA pico, duracao ~1/4 ciclo.

Para coordenação correta, o fusível deve iniciar a interrupção de correntes maiores que 6 kA em tempo inferior ao de abertura do contator. Uma corrente de 6 kA (12 × In de um fusível de 500 A) inicia fusão em ~80 ms (extinção total em 150 ms). Como o contator inicia abertura em 100 ms, o tempo é satisfatório. Correntes de curto maiores levam à interrupção pelo fusível em tempos muito inferiores a 1 ciclo.

Nota: Em sistemas onde a tensão de comando é obtida da mesma barra que alimenta a carga, recomenda-se usar fusível de menor calibre possível ou que a tensão de comando seja de outra fonte, preferêncialmente corrente contínua.

Precisa de ajuda na seleção?

Nossa equipe de engenharia pode dimensionar o fusível ideal para sua aplicação específica, incluindo estudos de coordenação e seletividade.